O faturamento aumentou, a equipe ganhou novos profissionais e a empresa passou a atender outros mercados. Essas mudanças fazem parte do crescimento — e também são motivos para revisar o planejamento tributário.
O regime escolhido em uma etapa anterior pode continuar adequado, mas essa conclusão precisa ser confirmada pelos números atuais e pelas projeções do negócio.
O que precisa entrar nessa análise?
A comparação entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real, quando permitidos para a empresa, exige olhar além do valor da última guia de impostos.
Quatro fatores merecem atenção:
- Faturamento: o volume e a evolução das receitas podem afetar o enquadramento e o cálculo dos tributos.
- Folha de pagamento: contratações e mudanças na remuneração alteram os custos da operação. Para determinadas atividades de serviços no Simples Nacional, a relação entre folha e receita também influencia a tributação por meio do fator R. Referência: Receita Federal.
- Margem de lucro: vender mais não significa, necessariamente, lucrar mais. O crescimento pode vir acompanhado de custos maiores, descontos e redução da rentabilidade.
- Atividade exercida: novos serviços, produtos ou formas de operação podem exigir uma revisão do tratamento tributário aplicado às receitas.
Por isso, duas empresas com faturamento semelhante podem chegar a conclusões diferentes sobre o regime mais adequado.
Por que simular os cenários para 2027?
Uma simulação permite comparar alternativas com base em premissas concretas: quanto a empresa espera faturar, quais contratações estão previstas, como os custos devem evoluir e quais atividades vão gerar receita.
O ideal é trabalhar com mais de um cenário, incluindo crescimento, estabilidade e eventual redução das vendas. A análise também deve considerar obrigações fiscais, custos de cumprimento, efeitos no caixa e as regras da transição tributária aplicáveis a 2027.
Há um ponto de atenção imediato: para empresas já constituídas que desejam ingressar no Simples Nacional em 2027, o prazo de solicitação vai até 30 de setembro de 2026. Quem já está no regime, em regra, não precisa renovar a opção, mas deve avaliar a forma de recolhimento do IBS e da CBS para o primeiro semestre de 2027. Confira a orientação do Ministério da Fazenda.
Revisar não significa, necessariamente, mudar
O estudo pode indicar uma alternativa mais adequada ou confirmar que permanecer no regime atual é a melhor decisão para a realidade da empresa.
Não existe economia automática. O resultado depende das características do negócio, das regras aplicáveis e da qualidade das informações utilizadas.
Sua empresa mudou de tamanho ou de operação? Converse com a Viana Contabilidade e avalie os cenários tributários para 2027 com base nos seus números.





