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Abrir uma segunda unidade: quais números precisam justificar a expansão?

Abrir uma segunda unidade

A primeira loja está movimentada, as vendas cresceram e surgiu a oportunidade de abrir uma segunda unidade. Mas o bom desempenho do endereço atual, sozinho, não garante que a expansão será viável.

Um novo ponto traz investimento, despesas e uma curva própria de formação de clientes. Antes de assumir esse compromisso, é preciso entender quanto a abertura vai exigir, quanto a nova unidade precisará vender e por quanto tempo a empresa terá de sustentar a operação.

  1. Quanto custa colocar a nova unidade em funcionamento?

O investimento vai além da reforma e dos equipamentos. A conta deve incluir itens como:

  • Adaptação do imóvel, mobiliário e comunicação visual;
  • Sistemas, equipamentos e instalações;
  • Estoque inicial;
  • Garantias de locação, taxas e regularização;
  • Seleção e treinamento da equipe;
  • Divulgação de inauguração.

Além desses valores, é necessário dimensionar o capital de giro: os recursos que vão sustentar pagamentos, estoques e a diferença entre os prazos de recebimento e de pagamento.

Gastar todo o orçamento para abrir as portas pode deixar a unidade sem recursos para funcionar nos meses seguintes.

  1. Qual será o custo mensal da operação?

Projete aluguel, salários, encargos, benefícios, energia, internet, sistemas, manutenção e demais despesas recorrentes.

Considere também os gastos que a expansão pode acrescentar à estrutura da empresa, como supervisão, transporte entre unidades e apoio administrativo.

Uma segunda loja pode compartilhar algumas despesas com a primeira, mas essa economia precisa ser demonstrada no orçamento. Ela não deve ser presumida.

  1. Quanto será necessário vender para cobrir os gastos?

O ponto de equilíbrio indica o faturamento necessário para cobrir os custos e as despesas da operação.

Para estimá-lo, é preciso conhecer a margem de contribuição: a parcela das vendas que sobra após descontar custos e despesas variáveis, como mercadorias, tributos sobre vendas, comissões e taxas de cartão.

Exemplo hipotético: uma unidade com R$ 30 mil de custos e despesas fixos mensais e margem de contribuição de 40% precisa faturar R$ 75 mil por mês para atingir o ponto de equilíbrio.

A pergunta seguinte é decisiva: existe demanda suficiente para alcançar esse faturamento no novo endereço?

Esse cálculo também não substitui o fluxo de caixa, que precisa considerar quando o dinheiro entra e quando os pagamentos vencem.

  1. Existe demanda para a segunda unidade?

O movimento da primeira loja pode estar ligado à localização, à clientela já formada ou à presença constante do proprietário. Essas condições podem mudar no novo ponto.

Analise o público da região, a concorrência, o ticket médio esperado e a quantidade de vendas necessária para sustentar a operação.

Avalie ainda se a nova unidade vai conquistar clientes adicionais ou apenas transferir parte das vendas da loja atual. A expansão precisa ser analisada pelo resultado das duas unidades em conjunto.

  1. Quanto custará uma equipe capaz de manter o padrão?

O orçamento deve contemplar contratação, treinamento, gestão e cobertura de ausências.

Também é importante definir quem acompanhará a nova unidade e o que acontecerá com a primeira quando o proprietário dividir sua atenção ou transferir funcionários experientes.

Se a operação atual depende integralmente do dono, abrir outro endereço pode ampliar uma dificuldade de gestão que já existe.

  1. Quando a unidade conseguirá se sustentar?

A projeção deve mostrar, mês a mês, quando as receitas serão suficientes para cobrir a operação e quanto dinheiro precisará ser aportado até lá.

Simule vendas abaixo do esperado, atraso na inauguração e despesas maiores. Assim, fica mais claro quanto a empresa consegue suportar sem comprometer salários, fornecedores e obrigações da primeira unidade.

Separe ainda duas medidas: o tempo para a unidade se sustentar e o prazo para recuperar o investimento inicial. Cobrir os gastos mensais não significa que o valor investido na abertura já voltou para o caixa.

A expansão precisa caber no caixa da empresa

Uma loja cheia é um sinal positivo, mas a decisão de expandir exige avaliar margem, demanda, investimento, equipe e capacidade financeira.

Antes de assinar um novo contrato, organize as projeções e acompanhe o efeito da expansão sobre toda a empresa.

Está planejando abrir uma segunda unidade? Converse com a Viana Contabilidade e avalie os números que precisam sustentar esse próximo passo.